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Um som que vem do coração e uma prosa que emana do corpo e da alma:
“ANAIVUE”
Um dia em minha vida eu vi Ana,
E ao encontrá-la pude ver a beleza em seus olhos,
Senti sobre ela a timidez, mas ao me apresentar ela abriu um sorriso e me abraçou.
A partir de então vi Ana todos os dias,
E a cada instante ao lado dela eu me surpreendia,
Ela adorava me contar suas histórias contemplando o crepúsculo entre os montes.
O sol ao tocar seus cabelos, lembrava o ouro que muitos não encontraram,
Vi Ana pronunciar histórias de sua infância, não escolhia o momento, tão pouco o lugar.
Ninguém sabe, mas ela tem boa memória e suas lembranças eram de júbilo e orgulho.
Verdadeiramente Ana me confessou seus erros, e assim eu quis ser o escudo e o amigo.
Hoje vi Ana, assim como sempre quero vê-la.
Ela deixou a timidez, vejo uma linda mulher que sabe o que quer.
Nestes encontros vi Ana crescer, amizade nascer, amor florescer e a vida ensinar.
Ela tem pressa, sabe o que fazer, poucos olhavam pra ela, mas agora sua graça encanta e seduz.
Como foi bom estar ao lado dela,
Eu não vi o tempo passar, andando em pequenas ruas, eu esquecia os dilemas e me encontrava a sonhar.
Quem a vê não imagina a fé, sabedoria e a força que ela tem por isso Ana vai além.
Vi Ana ser uma fortaleza em minha vida, vi Ana acreditar em mim, vi Ana me perpetrar avistar horizontes, vi Ana ser o não e o sim, o princípio e o fim. A reciprocidade emanou do corpo e da alma.
Sou feliz pois te vi Ana, e posso dizer: “Anaivue”.
25/05/2010
RODOLPHO DA CRUZ RANGEL